Imposto de renda para dentista: pontos que você precisa se atentar em 2020!

Ninguém deseja ser “abocanhado pelo Leão”, por isso, todo começo de ano muitos profissionais se preocupam com o Imposto de Renda para dentista.

Ainda que a declaração possa tomar algumas horas do dia, fazê-la de maneira criteriosa é indispensável para não ter problemas posteriores.

Quem atua como autônomo, tem um consultório ou trabalha emitindo notas fiscais, precisa se preocupar com esse tema e saber como declarar o imposto de renda para dentista.

Está cheio de dúvidas? Montamos este conteúdo completo para lhe ajudar!

Informações básicas sobre o Imposto de Renda

Quem nunca declarou o Imposto de Renda pode ficar um pouco perdido no início. De uma maneira geral, a declaração deve conter todos os dados financeiros sobre lucros, despesas e receitas do ano anterior.

Por meio desse cálculo, você saberá quanto de imposto deverá pagar e também se terá direito a restituições.

Imposto de renda para dentista: quem precisa declarar?

Qualquer pessoa que tenha tido renda anual superior a R$22.847,77 em 2019 precisa declarar o Imposto de Renda. Além disso, ele também é obrigatório para pessoas que, em 2019:

  • tiveram rendimentos tributáveis e não tributáveis vindo direto da fonte com valor igual ou acima de R$ 40 mil;
  • tiveram renda com valor igual ou superior a R$ 142.798,50;
  • passaram a ter posse de bens com valor igual ou superior a R$ 300 mil;
  • tiveram ganho de capital sobre alienação de bens e direitos;
  • negociaram ações nas bolsas de valores, mercados futuros ou atividades correlacionadas;
  • residem em áreas rurais e tenham interesse em fazer compensação de prejuízos ou perdas relacionadas ao ano anterior.

Qual a alíquota do imposto de renda 2020?

Em tese, anualmente o governo deveria reajustar as alíquotas do imposto de renda. Apesar disso, a tabela está defasada e não é alterada desde 2015.

As alíquotas são (de acordo com os rendimentos anuais):

  • até R$ 22.847,76 – isento;
  • de R$ 22.847,77 até 33.919,80 – alíquota de 7,5%, parcela a ser deduzida de R$ 1.713,58;
  • de R$33.919,81 até 45.012,60 – alíquota de 15%, parcela a ser deduzida de R$ 4.257,57;
  • de R$ 45.012,61 até 55.976,16 – alíquota de 22,5%, parcela a ser deduzida de R$7.633,51;
  • acima de R$55.976,16 – alíquota de 27,5% e parcela a ser deduzida de R$10.432,32.

Como fazer o imposto de renda no caso de dentistas autônomos?

No caso dos dentistas autônomos, existem duas possibilidades:

#1- Dentistas que prestam serviços para empresas

Nessa situação, você precisará receber um informe de rendimentos da pessoa jurídica.

E, com base nas informações especificadas nesse documento, será possível lançar na declaração o nome e o CNPJ da instituição, o IR retido na fonte e o INSS recolhido pela empresa contratante (já que, assim como os profissionais assalariados, a empresa contratante é obrigada a recolher imposto na fonte relativo aos serviços prestados).

#2- Dentistas que prestam serviços para pessoas físicas

Se os rendimentos declarados são provenientes de serviços prestados à pessoas físicas, como os pacientes que vão diretamente ao consultório, você precisará inserir esse dado na ficha “Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa física”.

Lembrando que, nesse caso, o profissional liberal é o responsável por recolher, todos os meses, os impostos referentes por meio do programa Carnê-Leão, onde o IR é calculado é e emitida uma Darf que pode ser paga em qualquer instituição bancária.

Quando for fazer sua declaração, é só importar os valores informados no Carnê-Leão para o programa gerador da declaração. Se você tiver que recolher imposto atrasado, deverá usar outro programa, o Sicalc, que calcula a multa e os juros devidos e gera uma Darf para pagamento.

Obrigação da inclusão do CPF de cada paciente

Os dentistas autônomos são obrigados a informar o CPF dos pacientes para os quais prestaram serviço na declaração do imposto. Assim, cada paciente que efetuou o pagamento deverá ser informado individualmente, com a indicação do número do documento.

Isso é válido mesmo caso o paciente não seja o responsável pelo pagamento, como acontece no caso de consulta paga pelos pais ou outros responsáveis. Sem essa informação, você não conseguirá transmitir seu Imposto de Renda.

Deduções

Se você emite recibos pelos serviços prestados, poderá deduzir despesas essenciais para o desenvolvimento do seu trabalho de dentista.

Para isso, a recomendação é manter um livro-caixa onde deverá ser lançadas todas essas despesas indispensáveis para a execução do seu trabalho, como aluguel do consultório, água, energia elétrica, materiais de dentista etc.

Ainda podem ser incluídos no livro-caixa os produtos para limpeza e conservação do local e benfeitorias pelas quais o locatário não receberá reembolso do proprietário.

Outras possibilidades de abatimentos são as despesas com: congressos, palestras, seminários e publicações para atualização profissional, propaganda e pagamentos a terceiros (desde que sejam essenciais para a manutenção do trabalho, como é o caso das secretárias com vínculo empregatício ou outros profissionais sem vínculo).

As despesas com os trabalhos prestados tanto a pessoas físicas como jurídicas também podem ser deduzidas, mas você precisará guardar o comprovante de cada uma delas.

Informações que devem ser inseridas na declaração

Budget Planning Bookkeeping Accounting Concept

Tem uma clínica ou consultório em seu nome? Então a sua declaração de imposto de renda poderá contar com uma série de informações diferentes daquelas pessoas que apenas trabalham como dentista.

As informações são separadas por fichas e é preciso se organizar para saber o que incluir em cada uma delas. As principais são:

  • dependentes: pessoas que dependem financeiramente de você, como a família e os filhos;
  • rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica: são os rendimentos recebidos por quem prestou serviço a outras empresas;
  • rendimentos tributáveis recebidos de pessoa física: são os rendimentos recebidos pela prestação de serviço aos pacientes pessoa física da clínica;
  • rendimentos isentos: são muitos como bolsas de estudo e pesquisa caracterizadas como doação, capital de apólice de seguros, indenização por rescisão de contrato de trabalho, pensão ou proventos de aposentadoria, rendimentos de caderneta de poupança, rendimento de sócio ou titular de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional (exceto pro labore, aluguéis e serviços prestados) etc.;
  • bens e direitos: aqui devem ser informados os imóveis, aplicações, ações, veículos e cotas do consultório em que você é sócio.

Conclusão

Como você viu, o imposto de renda para dentista exige bastante organização e conhecimento do profissional. Para não sofrer na hora da declaração, a dica é deixar esses dados já organizados durante o ano, por exemplo, criando o hábito de emitir recibos aos seus pacientes, organizando o livro caixa e a contabilidade e mantendo uma relação atualizada de todos os recebimentos e do CPF dos pacientes.

Se você trabalha como autônomo, não pode deixar de preencher o carnê-leão – uma forma de recolhimento de imposto mensal obrigatória. Por meio dele, é possível realizar a escrituração eletrônica do livro-caixa.

No livro-caixa, não se esqueça de inserir as despesas para manter seu consultório funcionando, já que elas podem ser usadas como dedução do imposto de renda para dentista.

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