Por Ingridy Motta em Gestão de Clínicas | Postado em 10 de fevereiro de 2026
A experiência do paciente vai muito além do atendimento clínico, ela engloba todas as interações que uma pessoa tem com uma instituição de saúde, desde o primeiro contato até o pós-atendimento.
Apesar de ser um tema cada vez mais discutido, a gestão da experiência do paciente ainda está em fase inicial na maioria das instituições. Segundo um mapeamento nacional realizado pela Patient Centricity Consulting, cerca de 57% das instituições de saúde ainda estão começando a estruturar uma estrutura de experiência do paciente.
Pensando nisso, neste artigo, vamos te explicar o que é experiência do paciente e por que ela é tão relevante para clínicas e instituições de saúde.
Derivada do conceito de experiência do cliente, a experiência do paciente (também chamada de PX – patient experience) refere-se à percepção emocional e racional que o paciente tem a partir de todas as interações com uma instituição de saúde.
Essa percepção é formada ao longo de toda a jornada do paciente, ou seja, desde ações de marketing, até a pós-consulta. Segundo o relatório CX Trends, da Zendesk, mais da metade dos clientes consideram trocar de empresa após uma única interação insatisfatória.
A PX está diretamente ligada à segurança do paciente e aos desfechos clínicos, já que falhas de comunicação, atrasos e atendimentos confusos impactam tanto a confiança quanto a adesão ao tratamento.
Na prática, a experiência do paciente leva em conta diferentes aspectos básicos:
A experiência do paciente é construída sobre pilares que ajudam instituições de saúde a estruturar processos mais eficientes, humanos e centrados no paciente. São esses:

A segurança do paciente envolve garantir que os tratamentos e procedimentos sejam realizados da forma mais segura possível. Seguindo protocolos bem definidos, com foco na prevenção de infecções, redução de eventos adversos e uso da melhor evidência científica disponível.
Além dos procedimentos em si, o ambiente de atendimento (seja consultórios, salas de espera e áreas adjacentes), devem transmitir organização, higiene e cuidado.
Uma cultura centrada no paciente coloca o paciente no centro de todas as decisões. Na prática, isso envolve ir além da competência técnica e considerar o contexto emocional e social de quem busca atendimento. Afinal, quando falamos de saúde, muitas vezes não é uma escolha, mas uma necessidade.
Esse pilar exige uma comunicação clara, acessível e empática, explicando diagnósticos, tratamentos e próximos passos de forma que o paciente realmente compreenda. Além do exercício de escuta ativa e a construção de uma relação de confiança entre paciente, profissionais de saúde e equipe de apoio.
A excelência na jornada do paciente está ligada à análise e ao aprimoramento contínuo de todos os pontos de contato entre o paciente e a instituição de saúde. Isso inclui desde o primeiro contato até a pós-consulta.
O objetivo é tornar essa jornada mais fluida, simples e coerente, eliminando atritos que geram frustração ou insegurança. A redução do tempo de espera, a criação de ambientes mais humanizados e a padronização dos processos são fatores essenciais para uma experiência mais positiva, por exemplo.
Nesse contexto, o uso da tecnologia tem um papel estratégico: ferramentas que facilitam o agendamento, a comunicação e o acesso às informações contribuem para uma jornada mais ágil, eficiente e agradável.

Investir na experiência do paciente vai muito além de oferecer um bom atendimento: trata-se de uma estratégia que impacta diretamente a reputação, os resultados clínicos e o crescimento sustentável das instituições de saúde.
De acordo com o levantamento “Expectativas e Experiência do Paciente com os Cuidados em Saúde no Brasil 2024”, após uma experiência positiva, mais de 50% dos pacientes compartilham o ocorrido com outras pessoas. Quando bem estruturada, a experiência do paciente gera benefícios claros, como:
Implementar a experiência do paciente exige consistência, mas pode começar com ações simples e bem direcionadas. Veja alguns passos iniciais para colocar a PX em prática:
Tenha clareza sobre todos os pontos de contato, do primeiro atendimento ao pós-consulta. Esse mapeamento ajuda a identificar falhas e oportunidades de melhoria.
A experiência do paciente começa com as pessoas. Envolver líderes e colaboradores, com foco em empatia, escuta ativa e comunicação clara, é essencial!

Utilize pesquisas de satisfação (como NPS, CSAT e CES). Em hospitais, metodologias como a HCAHPS (Hospital Consumer Assessment of Healthcare Providers and Systems) ajudam a avaliar a experiência de forma mais estruturada. Métricas de atendimento também são fundamentais para ajustes contínuos!
Ferramentas digitais ajudam a agilizar a comunicação com a instituição, facilitar processos de mensuração da experiência e qualidade do atendimento. Para isso, você pode contar com a Cloudia!
A nossa solução automatiza o atendimento por meio de chatbot, envia pesquisas de satisfação e acompanha métricas de atendimento e marketing em um só lugar!
A experiência do paciente é a percepção da sua instituição construída pelo paciente a partir de todas as interações, desde o primeiro contato até o pós-atendimento.
Porque impacta diretamente a satisfação, a fidelização e os resultados clínicos. Uma boa experiência do paciente aumenta a adesão ao tratamento, fortalece a confiança na instituição e eleva as chances de recomendação por parte dos pacientes.
Melhorar a experiência do paciente passa por: mapear a jornada; capacitar a equipe para uma cultura centrada no paciente; medir a satisfação com pesquisas como NPS e CSAT; e utilizar tecnologia para agilizar o atendimento, como a Cloudia!
Nos acompanhe nas redes sociais (Instagram, LinkedIn e YouTube) para mais conteúdos exclusivos sobre tecnologias na saúde.

Última atualização em 10 de fevereiro de 2026 por Ingridy Motta