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Métricas de experiência do paciente: como avaliar o atendimento em saúde!

Por em Gestão de Clínicas | Postado em 24 de fevereiro de 2026

Métricas de experiência do paciente: como avaliar o atendimento em saúde!

As métricas de experiência do paciente permitem transformar percepções subjetivas em dados acionáveis, ajudando gestores a identificar gargalos, aprimorar processos e tomar decisões mais inteligentes. 

Hoje, sabemos que a experiência do paciente já é um fator decisivo para instituições de saúde que desejam crescer de forma sustentável. Mas saber como medir algo tão subjetivo é o que separa uma estratégia estruturada de uma simples pesquisa de satisfação pontual.

Neste artigo, você vai entender quais são as principais métricas e como implementá-las na sua instituição.

Por que usar métricas de experiência do paciente?

Na prática, devemos sempre lembrar: só é possível melhorar aquilo que se mede. As métricas de experiência do paciente tornam visível o que acontece ao longo da jornada (do agendamento ao pós-atendimento) e ajudam a priorizar ações com maior impacto real na satisfação, fidelização e nos resultados da instituição.

Além disso, a experiência também  influencia diretamente a reputação da clínica. De acordo com o levantamento “Expectativas e Experiência do Paciente com os Cuidados em Saúde no Brasil 2024”, após uma experiência positiva, mais de 50% dos pacientes compartilham o ocorrido com outras pessoas.

Quais são as principais métricas de experiência do paciente?

Existem diferentes métricas de experiência do paciente, e cada uma traz diferentes níveis de entendimento. Algumas das mais utilizadas são:

Net Promoter Score (NPS)

O Net Promoter Score (NPS) é uma métrica que avalia o nível de lealdade do paciente e a probabilidade de ele recomendar sua clínica para outras pessoas.

Na prática, a metodologia envolve dois questionamentos simples:

Pergunta de NPS na saúde: Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidades de você indicar nossa clínica a uma amigo? Abaixo uma escala de 0 a 10, colorida. E depois outra pergunta: Conte-nos o motivo da sua nota.

Quando bem aplicado, o NPS ajuda a:

  • identificar pacientes promotores, neutros e detratores;
  • priorizar melhorias com maior impacto na experiência;
  • acompanhar a evolução da percepção do atendimento ao longo do tempo.

Customer Satisfaction Score (CSAT)

O CSAT é uma métrica que avalia o nível de satisfação do paciente em relação a uma experiência específica, como um atendimento, uma consulta, o agendamento ou o contato com a recepção.

A pergunta é simples, e costuma utilizar a escala de 1 a 5:

Pergunta de CSAT na saúde: O quão satisfaito você está com seu atendimento hoje? E uma escala de 1 a 5, sendo o 1 Muito insatisfeito e o 5 Muito satisfeito.

O CSAT permite:

  • medir a satisfação do paciente imediata;
  • avaliar o impacto de mudanças em processos ou fluxos de atendimento;

Tempo Médio de Resposta (TMR)

O Tempo Médio de Resposta (TMR) é a métrica que indica quanto tempo, em média, sua instituição leva para responder um paciente após o primeiro contato, seja por WhatsApp, site ou outros canais digitais.

Respostas lentas geram frustração, aumentam o risco de abandono e podem fazer o paciente buscar outra instituição.

Índice de Reclamações

O Índice de Reclamações é uma métrica que acompanha a quantidade, o tipo e a recorrência de queixas feitas pelos pacientes ao longo da jornada. 

Para acompanhar o Índice de Reclamações, vale centralizar e analisar dados de diferentes canais, como:

  • Google Perfil da Empresa (avaliações e comentários públicos);
  • Reclame Aqui;
  • respostas abertas em pesquisas de satisfação;
  • ouvidoria da instituição (quando houver).

Taxa de Retenção de Pacientes

A Taxa de Retenção de Pacientes indica o percentual de pacientes que retornam à sua instituição após o primeiro atendimento ou ao longo de um período específico.

Uma taxa de retenção saudável costuma estar diretamente ligada à qualidade da experiência oferecida. Acompanhar a taxa de retenção permite:

  • avaliar o impacto da experiência do paciente na fidelização;
  • identificar quedas de retorno após determinadas etapas da jornada;
  • medir o efeito de melhorias no atendimento e nos processos;

Como implementar essas métricas de experiência do paciente de forma eficaz?

Para que as métricas de experiência do paciente realmente gerem impacto, é essencial ter método, clareza de objetivos e consistência no acompanhamento. A boa notícia é que a implementação pode começar de forma simples:

1. Defina os objetivos

Antes de escolher quais métricas acompanhar, é fundamental definir qual problema você quer resolver ou qual aspecto da experiência deseja melhorar. Com esse objetivo definido, fica muito mais fácil entender quais métricas fazem sentido para o momento da sua clínica.

Por exemplo: se a sua instituição nunca mediu a experiência do paciente, o ideal é começar de forma simples. Uma boa estratégia é aplicar apenas um tipo de pesquisa e indicador (como o NPS) e acompanhar essa métrica inicial por um período determinado. 

Seu atendimento pode ser muito mais eficiente com a Cloudia

2. Automatize o processo

Hoje, ferramentas digitais permitem automatizar o envio de pesquisas de satisfação em momentos estratégicos da jornada, como após a consulta, um procedimento ou um atendimento no WhatsApp

Por isso, conte com a Cloudia!  Nossa plataforma permite que você acompanhe métricas humanas do atendimento, como o Tempo Médio de Resposta do time de atendimento, automatize o envio de pesquisas de satisfação (seja a que você escolher) e confira os resultados em tempo real.

3. Treine a equipe

Para que os dados realmente se transformem em melhorias na experiência do paciente, é fundamental que a equipe entenda por que essas métricas existem e como elas ajudam no trabalho diário. Na prática, isso envolve:

  • reconhecer boas práticas quando os indicadores evoluem.
  • compartilhar os resultados de forma transparente com a equipe;
  • contextualizar os números (o que está bom, o que pode melhorar e por quê);
  • transformar feedbacks dos pacientes em aprendizados para o time;

4. Melhore e acompanhe

O verdadeiro valor das métricas de experiência do paciente está na capacidade de ajudar em melhorias práticas e acompanhar, ao longo do tempo, se essas mudanças estão funcionando.

O acompanhamento contínuo permite:

  • validar se as ações implementadas realmente melhoraram a experiência;
  • identificar rapidamente quando um problema volta a surgir;
  • criar uma cultura de melhoria contínua orientada por dados;
  • evoluir a maturidade da gestão da experiência do paciente ao longo do tempo.

Perguntas frequentes sobre métricas da experiência do paciente

Qual métrica da experiência do paciente devo usar na minha clínica?

Não existe uma única métrica “ideal” para todas as clínicas. A escolha depende do seu objetivo e do momento de maturidade da sua operação. 

Como usar métricas da experiência do paciente na minha clínica?

Defina o que quer melhorar, escolha as métricas de experiência do paciente certas e acompanhe de forma contínua. O mais importante é usar os dados para ajustar processos e melhorar o atendimento no dia a dia.

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