Como fazer atendimento remoto dos pacientes? Guia completo sobre o tema!

No Brasil, o atendimento remoto de pacientes ainda é uma modalidade recente. Mas com as alterações trazidas pela pandemia de Coronavírus, essa tem se tornado uma forma de consulta bastante procurada pelos pacientes, ajudando a manter a saúde deles em dia, sem a necessidade de contato e aglomeração.

Graças aos avanços tecnológicos, essa é uma possibilidade que já é real em vários países como nos Estados Unidos e na China, onde a teleconsulta oferece mais comodidade aos pacientes a um tempo.

Quer entender melhor como esse tipo de atendimento remoto funciona e de que modo oferecê-lo na sua clínica ou consultório? Continue a leitura!

Como funciona o atendimento remoto de pacientes?

Como o próprio nome sugere, o atendimento remoto de pacientes é aquele em que o profissional da saúde e o paciente encontram-se distantes fisicamente.

A teleconsulta, porém, não é regulamentada no Brasil e apenas foi permitida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros órgãos de saúde durante a crise de Coronavírus que estamos vivendo.

O atendimento remoto, contudo, não precisa ser apenas uma consulta, as também orientações a pacientes já atendidos pessoalmente, como no caso do tratamento de doenças crônicas, controle da medicação, dúvidas após um procedimento, entre outras possibilidades de interação.

Esse contato pode ser feito de várias formas: troca de mensagens via WhatsApp, chamada de vídeo, telechamada, entre outras tecnologias disponíveis.

Quais os tipos de consultas remotas existem?

As consultas à distância podem ser variadas e não apenas envolvendo profissional de saúde e paciente. Algumas das possibilidades são:

  • entre médicos ou outros profissionais da saúde: quando um clínico geral busca auxílio de um especialista, por exemplo, ou quando vários profissionais de especialidades diferentes se reúnem para planejar um tratamento multidisciplinar. O paciente pode ou não estar presente;
  • entre profissionais de saúde e pacientes: esse atendimento ocorre de forma direta, sem a mediação de outros profissionais;
  • laudo de exame à distância: os laudos são oferecidos pelas empresas de telemedicina e funciona assim: os dados coletados nos exames de diagnósticos (imagens e gráficos) são compartilhados com especialistas capazes de interpretar, emitir e assinar documentos válidos, laudando os exames de acordo com as regras do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina. Os laudos só podem ser dados por especialistas da área do teste realizado, devidamente registrados no conselho regional do estado;
  • síncrona: interação imediata, por exemplo a consulta por vídeo;
  • assíncrona: acontece em horários diferentes e não exige a interação direta entre profissional da saúde e paciente. Por exemplo, quando um paciente envia uma mensagem à clínica com dúvidas sobre medicamentos ou procedimentos após uma cirurgia.

No Brasil, o Ministério da Saúde determina que as dúvidas compartilhadas por meio das teleconsultas assíncronas sejam respondidas em, no máximo, 72 horas.

Essas consultas podem ser tanto de primeiro atendimento, como de acompanhamento, supervisão ou urgência – e podem atender desde os cuidados primários e enfermagem até as diferentes especialidades médicas.

Odontologia

Na odontologia, as teleconsultas também podem ser usadas durante a pandemia, especialmente para o acompanhamento e tira-dúvidas dos pacientes.

Atenção: há projeto de Lei em andamento para liberação da teleodontologia. Por enquanto, recomendamos que entre em contato com o Conselho Regional de Odontologia de sua região para confirmar esta informação.

É claro que você não conseguirá examinar o paciente ou efetuar análises mais complexas por uma chamada de vídeo, mas poderá manter o acompanhamento pós-cirúrgico, explicar o uso de determinadas medicações e orientar em casos específicos.

Quais as vantagens do atendimento remoto e da telemedicina?

Existem inúmeras vantagens em oferecer o atendimento remoto de pacientes, como:

  • oferecer atendimento sem a necessidade de contato físico ou aglomerações, algo fundamental nesse período de pandemia;
  • oferecer serviços de saúde para pessoas em regiões de difícil acesso ou com dificuldades de locomoção;
  • maior precisão de diagnósticos, já que os casos podem ser discutidos com vários especialistas, sendo muito útil em hospitais e clínicas que não dispõem de corpo clínico com determinadas especialidades;
  • durante a pandemia, o atendimento remoto facilita o acesso dos pacientes a pneumologistas e infectologistas;
  • há maior otimização do tempo e dos custos, tanto para os pacientes como para os profissionais da saúde, pois não é preciso se deslocar fisicamente para ser atendido e as demandas podem ser solucionadas de maneira mais ágil;
  • segurança das informações, pois os dados médicos são armazenados e distribuídos de acordo com as normas de segurança já definidas no país – e as informações médicas contam com mais segurança do que no prontuário físico.

Como a legislação vê o atendimento remoto de pacientes?

Antes da pandemia, a telemedicina era permitida legalmente apenas em algumas situações, como na discussão dos casos clínicos entre profissionais da saúde e para orientações e tira dúvidas entre profissionais de saúde e pacientes. O CFM proibia a prescrição de medicamentos e os tratamentos.

A portaria MS nº 2546/2011, contudo, redefiniu e ampliou o Programa Telessaúde Brasil, estabelecendo regras para o uso da telemedicina em estabelecimentos parceiros, tanto públicos como privados.

Como uma das medidas de enfrentamento do Covid-19, o CFM liberou a realização da teleorientação, teleinterconsulta e telemonitoramento. Assim, os médicos poderão usar as plataformas disponíveis para realizar teleconsultas com seus pacientes. As recomendações se encontram na portaria nº 467, publicada no Diário Oficial da União em março de 2020.

Como implementar o atendimento remoto dos pacientes no meu consultório?

Se você deseja implementar o atendimento remoto de pacientes no seu consultório, é importante procurar por uma ferramenta que ofereça: armazenamento seguro das informações enviadas entre pacientes ou outros profissionais da saúde por meio de um sistema com criptografia e facilidade de uso, tanto para os profissionais da saúde como para os pacientes.

Agendamento online

Para começar a oferecer mais facilidades aos seus pacientes, que tal contar também com o agendamento online? Desse modo seus pacientes podem fazer todos os passos diretamente pela internet.

Os chatbots são ótimas ferramentas nesse sentido, pois funcionam tanto no site do seu consultório como nas redes sociais, como o Facebook Messenger e o WhatsApp.

Se você deseja saber como pode ter um chatbot funcionando via Whatsapp, saiba tudo clicando aqui. 

Os robôs apenas mostrarão aos usuários os dias e horários que você disponibilizar e o agendamento é automaticamente sincronizado com a agenda online dos profissionais do consultório.

Quando o agendamento for feito, você poderá associar o disparo de um e-mail ou outro tipo de mensagem lembrando o paciente sobre a consulta e orientando sobre como ela funcionará, por exemplo enviando o link de acesso ou confirmando questões como data, horário e exigências (como acessar via smartphone, tablet ou computador com câmera e microfone).

Clique aqui e teste um exemplo atendimento automático para clínicas via Facebook Messenger como se você fosse um paciente tentando agendar sua consulta 🙂

Ferramentas de atendimento remoto de pacientes

Para fazer essa migração no momento de pandemia, existem algumas ferramentas gratuitas que podem lhe ajudar a criar uma videochamada com os pacientes agendados. As principais são:

  • Whereby: é uma ferramenta gratuita e que gera um link único e que pode ser personalizado com o seu nome. Esse software ainda permite o compartilhamento da tela, algo interessante, por exemplo, para mostrar animações ou imagens que auxiliem no processo de explicação de diagnósticos e tratamentos para os pacientes;
  • Google Meet: a ferramenta pode ser usada gratuitamente até junho de 2020 e seu funcionamento é parecido com o anterior, permitindo gerar um link para a videochamada e também compartilhar a tela. Contudo, ele não oferece um link personalizável, mas permite controlar quem terá acesso a videochamada;
  • Whatsapp: a grande vantagem é que a maioria dos pacientes já usa o Whatsapp no dia a dia e está acostumado com a ferramenta. Nesse caso, contudo, não há links e nem compartilhamento de tela, mas o procedimento pode ser feito todo pelo celular, trazendo ainda mais comodidade para os pacientes.

Cloudia

A Cloudia é uma grande aliada para quem deseja começar a oferecer atendimento remoto ao seus pacientes. Afinal, ela funciona como uma verdadeira assistente virtual, sendo uma solução completa para melhorar a experiência do paciente e aumentar o número de agendamentos.

Ela é um chatbot com diversas funções, que pode ser associada aos anúncios do seu consultório nas redes sociais ou como complemento do atendimento. A Cloudia consegue:

  • agendar consultas de maneira online e com sincronização com a agenda online dos profissionais;
  • enviar lembretes das consultas;
  • tirar dúvidas mais usuais dos pacientes, como orientações pré-consultas, pré-exames, pré-cirúrgicas etc.

Você pode programar a Cloudia para, quando disparar o lembrete da consulta, compartilhar o site para o acesso à videochamada e as orientações específicas ao paciente, facilitando o uso da tecnologia.

Conclusão

Neste conteúdo, você viu que o atendimento remoto de pacientes é uma realidade que tem ajudado muito nessa época de pandemia. Diante das alterações trazidas pelo Coronavírus, o CFM e o Ministério da Saúde liberaram os médicos para realizarem consultas à distância, usando a tecnologia.

Para os dentistas, é um pouco mais difícil realizar consultas à distância, embora essas tecnologias possam ser usadas para acompanhamentos e até para captação e preparo dos leads.

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Gostou de saber mais sobre o atendimento remoto de pacientes? Já sabe como implementar na sua clínica?

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